Pai Junior Ty #LogunEdé Consultas e Trabalhos Para Várias Finalidades. Trabalhos Amorosos,#JogoDeBúzios, #CartasETarô #ConsultaEspiritual Contatos:Blog: https://paijuniorlondrina.blogspot.com.br E-mail: paijunior.omindelecy@hotmail.com ou pelo Skype: omindelecy Telefones: Whatsapp #Tim_Pr (043)-99813-3616 #Vivo (043)-99187-0127 Atendendo em, Londrina,Cambé,Rolândia e Ibiporã e toda Região do Paraná em todo o Brasil e no Exterior Também. Marque Já Sua Consulta!
quarta-feira, 13 de julho de 2016
"BABALORIXA ERLON JUNIOR TY´LOGUN EDÉ "
" FALAR DE MIM E FACìL."" DICIFIL è SER QUEM REALMENTE SOU...... ESSA PESSOA .. LEGAL,UTIL,CARINHOSO, INTELINGENTE, AMIGUEIRO,NAMORADOR E OTIMISTA. E SEMPRE DISPOSTO A AJUDAR a QUEM PRECISA. RECOLHIR-ME NO DIA 17/12/2006, NO ILE ORO OSURU BESSEM-AXE ALAKETU EM ESTANCIA-SE DO BABALORIXA LUCIANO CESAR DE BESSEM.. E PELO AXOGUN GIL DE GUIAN, ONDE FUI FEITO PELOS PROPIOS LUCIANO E GIL.. MINHA SAIDA ACONTECEU NO DIA 20/01/2006 COM O MEU RONCO ODÉ-OFAR OMINDELECY, SOU BABALORISÁ DO MEU ILÉ A´XE ODE-OFAR OMINDERÉ Q SE ENCONTRA EM NO ESTADO DE LODRINA-PARANA...ASSIM FOI MINHA JORNADA ATE HOJE. AOS MEUS ADEPTOS, AMADORES E SIMPATIZANTES DA RELIGIAO AFRO DESCENDENTES DE CANDOMBLE MEUS COLOFE..
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Pai Junior Ty Logun Edé Trabalhos e Consultas Para Várias Finalidades,Trabalhos Amorosos,Jogo De Búzios, Cartas e Tarô Contatos:E-mail: paijunior.omindelecy@hotmail.com ou pelo Skype: omindelecy Contatos: Watssap: Vivo (013) 997797293 Claro (13)991051229 Marque Já Sua Consulta.... Atendendo No Litoral Em Sp. Eu atendo em todo o Brasil e no exterior também.
Pare De Sofrer Pela Perda Da Pessoa Amada,Seus Caminhos Estão Fechados? A Saude Não Vai Bem? Sofre Por Amor? Seu Emprego Não Esta Bem? Desarmonia Em Casa? Seu Dinheiro Não Esta Rendendo? Esta Sofrendo Com Feitiços E Magias Feita Contra Você? # Pare De Sofrer!!! Eu Faço Sua Vida Melhorar!!! Trago Seu Amor De Volta, Harmonizo Seu Lar, Desfaço Qualquer Magia Que Tiver Sobre Você E Seu Amor, Com Um Ambiente Apto A Atender Chamados Diversos Através Da Consulta De Búzios, Tarô e Entidades Espirituais, Orientações Seguras Rápidas E Sigilosas... Atendo Em Território Nacional E Internacional... Visite Nosso Site http://paijuniorlondrina.blogspot.com.br/ Contatos:E-mail: paijunior.omindelecy@hotmail.com ou pelo Skype: omindelecy Contatos: Watssap: Vivo (013) 99779-7293 Claro (13)991051229 https://www.facebook.com/PAIJUNIORDELOGUNEDELONDRINAPARANA Marque Já Sua Consulta.... Atendendo No Litoral Em Peruibe-Sp e Em todo territorio brasileiro e no Exterior...
A solução para todos os problemas da vida está em nós mesmos!
Muitas vezes não enxergamos as melhores escolhas e atitudes a tomar.
Nesse momento devemos buscar orientação e sabedoria!
O jogo de búzios nos mostra todos os desequilíbrios e os meios de neutralizá-los para atingir o sucesso nos relacionamentos, negócios, saúde e desenvolvimento espiritual.
JOGO DE BÚZIOS ONLINE , PRESENCIAL OU TELEFONE:
ATRAVÉS DO JOGO DE BÚZIOS, É POSSÍVEL IDENTIFICAR E SOLUCIONAR TODOS OS TIPOS DE PROBLEMAS, DE ORDEM FINANCEIRA, SENTIMENTAL, AMOROSO ,SAÚDE E ESPIRITUAL.
SAIBA SE A PESSOA QUE DESEJA CONQUISTAR SE GOSTA TAMBÉM DE VOCÊ E COMO FAZER PARA CONQUISTA-LA.
LIVRANDO-SE CONTRA PESSOAS QUE QUEREM DESTRUIR OU ATRAPALHAR SEU RELACIONAMENTO COM SEU NAMORADO, AMIGO OU FAMILIARES.
COM UMA CONSULTA VOCÊ PODERÁ DISPOR DE OPORTUNIDADES E CHANCES DE UM BOM EMPREGO E NEGÓCIOS QUE IRÃO SURGIR NO SEU CAMINHO, O MOMENTO CERTO DE INICIAR UM NEGÓCIO OU PROJETO QUE A MUITO TEMPO VEM PLANEJANDO.
IFÁ REVELA QUAL É O VERDADEIRO MOTIVO DOS SEUS PROBLEMAS FINANCEIROS E AJUDA A SOLUCIONAR, NESSA CONSULTA VOCÊ TAMBÉM PODERÁ DESCOBRIR QUAL O SEU ORIXÁ PROTETOR E SE TEM FEITIÇOS, MACUMBARIA, CATIMBÓ OU PRAGAS NA SUA VIDA , NO SEU CAMINHO OU DO SEU AMOR.
ATRAVÉS DE UMA CONSULTA SÉRIA E DETALHADA VOCÊ TAMBÉM PODERÁ SABER DA SUA SAÚDE SE TEM ALGUM DOENÇA ESPIRITUAL QUE UM MÉDICO NÃO CONSEGUE ACHAR.
ESPERO SEU CONTATO E MARQUE JÁ A SUA CONSULTA COM JOGO DE BÚZIOS OU COM ENTIDADES ESPIRITUAIS!
Contatos:E-mail: paijunior.omindelecy@hotmail.com ou pelo Skype: omindelecy Contatos: Watssap: Vivo (013) 99779-7293 Claro (13)991051229
segunda-feira, 4 de maio de 2015
O ACAÇÁ ACAÇÁ (EKÓ)
As definições mais elementares do acaçá, dizem que se trata de uma pasta de milho branco ralado ou moído, envolvida ainda quente, em folha de bananeiras.
Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados.
Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados.
A pasta branca à base de milho branco, chama-se eco (èko), depois de envolvida na folha de bananeira, aí sim, será acaçá.
Envolvida ainda quente, em folha de bananeiras.
A definição é correta, mas extremamente superficial, pois, o acaçá é de longe a comida mais importante do candomblé.
Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e regulamentos bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados.
Todos os Orixás de Exú à Oxalá recebem acaçá.todas as cerimônias, do ebó mais simples aos sacrifícios de animais, levam acaçá. em rituais de iniciação, de passagem, em tudo mais que ocorra em uma casa de candomblé só acontece com a presença do acaçá.
A pasta branca à base de farinha de milho, chama-se eco ( èko), depois de envolvida na folha de bananeira, aí sim, será acaçá O acaçá, é um corpo um símbolo de um ser,
A única oferenda que restitui e redistribui o axé.
O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida. e por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-e a comida e predileção de todos os orixás.
Nem todas as palavras do mundo são suficientes para decifrar o valor de um acaçá.
Basta admitir que os segredos estão nas coisas mais simples para ver que muitos julgam insignificante, a comida mais importante do candomblé, banalizando o sagrado e privilegiando a intuição em detrimento do fundamento.
Fato é que quem não faz um bom acaçá não é um bom conhecedor de candomblé, pois, as regras e diretrizes da religião dos orixás nunca foram ditadas pela intuição.
Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas, fundamento sim, e fundamento se aprende. fundamento é o segredo compartilhado, o mistério sagrado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o orixá.
Aqui o grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrar sobre os ibás sem a presença do elemento pacificador, pois, o acaçá simboliza a paz.
Quando ofertado e retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida de Oxalá que agrada a todos os orixás, a primeira oferenda que deve ser colocada diretamente no assentamento, juntamente com o obi e a água, antes de qualquer sacrifício.
O acaçá deve permanecer fechado,imaculado até o momento de ser entregue ao orixá. só então é retirado da folha.
É como se o sagrado tivesse que ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado. e o segredo do acaçá é enrolar o ekó na folha de bananeira, é o que mantem um terreiro de candomblé, de pé. NÃO EXISTE ACAÇÁ QUE NÃO SEJA ENROLADO NA FOLHA DE BANANEIRA.
Entretanto, a imprudência vigora em muitos terreiros e não raras vezes se ouve falar de novas iguarias apresentadas como acaçá.
Os mais comuns são os "acaçás de pia" e de "forma". No primeiro caso, a massa de ecó, mais grossa, é colocada às colheradas sobre o mármore das pias, onde os "bolinhos" esfriam antes de serem utilizados nos ritos.
Na segunda "receita", a massa espalhada em uma forma é posteriormente cortada em quadradinhos..Este é procedimento incorreto e condenável, e as pessoas que agem assim estão fadadas ao insucesso e não podem ser consideradas pessoas de axé.
Não há candomblé sem acaçá, nem acaçá sem folha.
A religião dos orixás não admite modificações na essência, e esta comida é essencial, portanto, inviolável.
Há sacerdotes que oferecem até bois em sacrifício a seus orixás e acabam se esquecendo que o acaçá traduz o saber, e de nada adianta o boi sem acaçá.
PRIMEIRO VEM O ACAÇÁ, ANTES DELE SÓ A VIDA.LOGO, A FOLHA DE BANANEIRA GUARDA UMA VIDA.DEIXAR O ECÓ EXPOSTO É O MESMO QUE DEIXAR A VIDA VULNERÁVEL. Eis o grande fundamento.
Que se arrependam, pois, os que menosprezam o maior entre todos os fundamentos do candomblé, lastimem para sempre essa imprudência e reconheçam que seu insucesso é decorrência de sua ignorância.
Saibam agora, que nos lugares mais óbvios se escondem os maiores segredos.
Jamais banalizem o sagrado.
No mundo de hoje não há lugar para a incompetência nem para o despreparo,portanto, quem não souber fazer um acaçá, que saia do candomblé.
Na Bahia, não há quem não conheça, imprescindível nos rituais de candomblé.
Manter-se imaculado até o momento da oferenda é o que garante a eficácia do acaçá, portanto a folha da bananeira( no Brasil, nenhuma outra pode substituí-la)é fundamental e prova, acima de tudo quanto o babalorixá, yalorixá são conhecedores da religião que professam.
Os grandes sacerdotes, conhecidos por sua seriedade, saber e sucesso, enrolam o ecó na folha, sabem fazer acaçá. ESTE É O SEGREDO!
A definição é correta, mas extremamente superficial, pois, o acaçá é de longe a comida mais importante do candomblé.
Seu preparo e forma de utilização nos rituais de oferendas envolvem preceitos e regulamentos bem rígidos, que nunca podem deixar de ser observados.
Todos os Orixás de Exú à Oxalá recebem acaçá.todas as cerimônias, do ebó mais simples aos sacrifícios de animais, levam acaçá. em rituais de iniciação, de passagem, em tudo mais que ocorra em uma casa de candomblé só acontece com a presença do acaçá.
A pasta branca à base de farinha de milho, chama-se eco ( èko), depois de envolvida na folha de bananeira, aí sim, será acaçá O acaçá, é um corpo um símbolo de um ser,
A única oferenda que restitui e redistribui o axé.
O acaçá remete ao maior significado que a vida pode ter: a própria vida. e por ser o grande elemento apaziguador, que arranca a morte, a doença, a pobreza e outras mazelas do seio da vida, tornou-e a comida e predileção de todos os orixás.
Nem todas as palavras do mundo são suficientes para decifrar o valor de um acaçá.
Basta admitir que os segredos estão nas coisas mais simples para ver que muitos julgam insignificante, a comida mais importante do candomblé, banalizando o sagrado e privilegiando a intuição em detrimento do fundamento.
Fato é que quem não faz um bom acaçá não é um bom conhecedor de candomblé, pois, as regras e diretrizes da religião dos orixás nunca foram ditadas pela intuição.
Aos incautos vale afirmar que candomblé não é intuição, mas, fundamento sim, e fundamento se aprende. fundamento é o segredo compartilhado, o mistério sagrado, o detalhe que faz a diferença e a prova de que ninguém pode enganar o orixá.
Aqui o grande fundamento é que o sangue dos animais jamais pode jorrar sobre os ibás sem a presença do elemento pacificador, pois, o acaçá simboliza a paz.
Quando ofertado e retirado do seu invólucro verde, tornando-se a comida de Oxalá que agrada a todos os orixás, a primeira oferenda que deve ser colocada diretamente no assentamento, juntamente com o obi e a água, antes de qualquer sacrifício.
O acaçá deve permanecer fechado,imaculado até o momento de ser entregue ao orixá. só então é retirado da folha.
É como se o sagrado tivesse que ficar oculto até a hora da oferenda, prova de que o segredo é quase sempre um elemento consagrado. e o segredo do acaçá é enrolar o ekó na folha de bananeira, é o que mantem um terreiro de candomblé, de pé. NÃO EXISTE ACAÇÁ QUE NÃO SEJA ENROLADO NA FOLHA DE BANANEIRA.
Entretanto, a imprudência vigora em muitos terreiros e não raras vezes se ouve falar de novas iguarias apresentadas como acaçá.
Os mais comuns são os "acaçás de pia" e de "forma". No primeiro caso, a massa de ecó, mais grossa, é colocada às colheradas sobre o mármore das pias, onde os "bolinhos" esfriam antes de serem utilizados nos ritos.
Na segunda "receita", a massa espalhada em uma forma é posteriormente cortada em quadradinhos..Este é procedimento incorreto e condenável, e as pessoas que agem assim estão fadadas ao insucesso e não podem ser consideradas pessoas de axé.
Não há candomblé sem acaçá, nem acaçá sem folha.
A religião dos orixás não admite modificações na essência, e esta comida é essencial, portanto, inviolável.
Há sacerdotes que oferecem até bois em sacrifício a seus orixás e acabam se esquecendo que o acaçá traduz o saber, e de nada adianta o boi sem acaçá.
PRIMEIRO VEM O ACAÇÁ, ANTES DELE SÓ A VIDA.LOGO, A FOLHA DE BANANEIRA GUARDA UMA VIDA.DEIXAR O ECÓ EXPOSTO É O MESMO QUE DEIXAR A VIDA VULNERÁVEL. Eis o grande fundamento.
Que se arrependam, pois, os que menosprezam o maior entre todos os fundamentos do candomblé, lastimem para sempre essa imprudência e reconheçam que seu insucesso é decorrência de sua ignorância.
Saibam agora, que nos lugares mais óbvios se escondem os maiores segredos.
Jamais banalizem o sagrado.
No mundo de hoje não há lugar para a incompetência nem para o despreparo,portanto, quem não souber fazer um acaçá, que saia do candomblé.
Na Bahia, não há quem não conheça, imprescindível nos rituais de candomblé.
Manter-se imaculado até o momento da oferenda é o que garante a eficácia do acaçá, portanto a folha da bananeira( no Brasil, nenhuma outra pode substituí-la)é fundamental e prova, acima de tudo quanto o babalorixá, yalorixá são conhecedores da religião que professam.
Os grandes sacerdotes, conhecidos por sua seriedade, saber e sucesso, enrolam o ecó na folha, sabem fazer acaçá. ESTE É O SEGREDO!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Como ser indiferente diante de tanta benevolência?
Hoje meu “axé” é escrito com letra maiúscula.
Escrito com letra maiúscula pois, mais do que nunca, quero determinar a energia e o significado dessa palavra em meu íntimo.
Axé é força vital, energia, princípio da vida, força sagrada dos orixás. Axé é benção, cumprimento, votos de boa-sorte e sinônimo de Amém. Axé é poder. (…)Axé é carisma; é sabedoria nas coisas-do-santo, é senioridade. Axé se tem, se usa, se gasta, se repõe, se acumula. Axé é origem, é a raiz que vem dos antepassados (…). Axé se ganha e se perde. (…) é ter legitimidade junto ao povo-de-santo. Reginaldo Prandi – Trechos retirado do livro “Xirê! O modo de crer e de viver no Candomblé” de Rita Amaral.
-
Há muitos anos atrás, numa época em que eu trabalhava mediunicamente em um terreiro e que, claro, nem pensava em ter um terreiro, ouvi meu Pai Espiritual falar como era difícil ser “Pai de Santo”. Nesse momento aconteceu uma breve contestação de alguns médiuns que diziam que os Pais é que agiam de forma indiferente em relação aos seus filhos, que agiam de forma desleixada e até dura. Afirmavam que muitos Pais não se importavam, não se interessavam, não se empenhavam em favor dos médiuns, consequentemente, eram eles mesmo os maiores culpados pelas ‘dificuldades’ mencionadas.
Meu Pai Espiritual respirou fundo e disse algo como: “vocês não sabem o que é viver anos dando tudo de si, tentando fazer o melhor, ensinando, falando, lidando com demandas, com o que há de mais negativo nas pessoas, nos filhos espirituais, nos médiuns e esses, por qualquer coisa, por qualquer proposta, por qualquer “não”, por qualquer motivo, vão embora sem se preocupar, sem pensar no grupo, como se nada fosse importante. Vocês não sabem o que é ver, anos a fio, filhos deixarem o Terreiro convictos que nada de importante estão deixando para trás…” e no final ainda complementou: “não julguem, vocês não sabem o que é sentir ingratidão, o que é sentir dor, o que é sentir-se usado…”. Acredito que não preciso dizer que todos ficaram calados e eu, mais do que calada, fiquei emocionada e pensativa.
Com o tempo, abri as portas da Umbanda Carismática com as bençãos de meu Pai Espiritual, pois o mesmo já me considerava preparada para tal responsabilidade, e ‘axé’ se tornou minha determinação diária, afinal só com muita benção, sabedoria, serenidade, força, energia para lidar com tantas coisas, tantas pessoas, tantas situações e tantas ingratidões. Aliás, com o tempo nós, Mães e Pais Espirituais, vamos nos acostumando, vamos tentando compreender e nos moldando às várias situações, principalmente com a saída dos médiuns. Com o tempo, vamos ficando mais resistentes diante das nossas próprias dores e começamos a usar frases do tipo ‘deixa pra lá’, ‘na Umbanda é assim mesmo, médiuns vêm, médiuns vão’, ‘não era o momento’…
No entanto, tem uma dor que particularmente ainda não consegui aceitar ou me acostumar: é a DOR DE UM GUIA quando vê seu filho saindo do terreiro, é a DOR DE UM GUIA CHEFE quando vê seus filhos saindo do Terreiro, deixando o grupo, deixando “seus” próprios Guias sem condição de trabalho, deixando de lado o compromisso com a assistência entre tantas outras coisas.
Não sei como explicar essa sensação, mas sei que dói, sei que bate fundo, sei que me coloca numa profunda reflexão sobre minhas ações e sobre minhas responsabilidades.
Quem já sentiu, ouviu ou presenciou um Guia rezando por seu filho ou por seus filhos, pedindo a Oxalá que Ele, o Guia, absorva todo o sentido e sentimento de dor daquele filho ou filhos para que assim, estando ele(s) mais confortado(s), não desista(m) de sua(s) missão(ões) como médium(s) e não deixe(m) o Terreiro onde trabalham juntos, sabe o que estou querendo dizer.
Aliás, sentindo, ouvindo e entendendo essa reza NÃO ME DOU O DIREITO DE SENTIR DOR, mesmo porque só acarretaria mais dor ao Guia. Mas sentindo, ouvindo e entendendo essa reza, me ajoelho e clamo a Olorun para que abra o coração daqueles que deixaram de lado seus terreiros, que deixaram de lado seus Guias, que deixaram de lado seus compromissos espirituais. Clamo a Olorun que os tornem mais humildes e que deixem de lado o individualismo. Clamo a Olorun que os façam sentir novamente o quanto são importantes e o quanto suas decisões interferem diretamente na vida de muitos. Clamo a Olorun que continue abençoando e dando muita força aos Guias, pois não é fácil lidar com tanta insensibilidade.
Desculpem, mas depois de muito aprender e caminhar, não nego a saída de um médium, mas não posso deixar de afirmar, com total convicção, que trabalhar a espiritualidade não é uma brincadeira de gente grande, não é qualquer coisa que pode acontecer de qualquer jeito e em qualquer lugar.
Portanto, não consigo me tranquilizar, não consigo serenar meu coração, não consigo ser passiva ao ver e ao saber da enorme benevolência e bondade dos Guias Espirituais enquanto alguns médiuns são totalmente indiferentes, cegos e surdos por tais sentimentos.
Sei que muitos médiuns estão pensando ‘não é bem assim, meu Guia sabe por que saí do terreiro, ele até concordou…’, ou pensando algo parecido como: ‘saí só por um tempo…’, ‘saí, mas o Guia continua me acompanhando e me ajudando…’, sei que muitas justificativas surgem quando falamos sobre isso, mas nenhuma, NENHUMA responde à atitude de indiferença daquele médium ao sair do terreiro.
Reflitam, percebam e constatem comigo: sempre existe um sentido de “indiferença” quando um médium sai de um terreiro, seja ela pelo grupo, pelo Guia, pela Mãe/Pai, pela assistência ou pela missão mediúnica. E buscando no dicionário Aurélio o significado da palavra ‘indiferença’ encontrei como definição: desinteresse; desprendimento; desdém; desprezo; apatia; insensibilidade; negligência. Com essa constatação fico pensando o que leva um médium pedir a benção, ‘bater cabeça’, usufruir de alguém ou algo, se propor a uma coisa que no íntimo não tem interesse, é insensível, que despreza, que negligencia, enfim, que é indiferente? Ufa…
Só com muito AXÉ para entender tudo isso.
Só com muita ajuda da ancestralidade para sustentar tudo isso.
Só com Ogum e por Ogum para acreditar que um dia vivenciaremos a plenitude da Paz de Espírito.
Só com muito AXÉ, REZA, BENEVOLÊNCIA e BONDADE para entender tanta Indiferença.
Assinar:
Postagens (Atom)








